Após a decanulação é realizada a limpeza ao redor do estoma traqueal com gaze e solução fisiológica. O local é seco com gaze e as bordas periestomal são aproximadas de acordo com o tipo da incisão cirúrgica (horizontal ou vertical) e fixadas com tiras de micropore (o uso de gazes não é recomendado) denominado de ponto falso. O curativo deve ser realizado tracionando as bordas com a intenção de aproximação do tecido.
O curativo oclusivo é realizado por três dias e trocado sempre que estiver com sujidade ou com aparente abertura do estoma. A área ao redor do estoma deve ser mantida limpa e seca.
Ao final do terceiro dia, o curativo é retirado mesmo que o estoma não esteja totalmente fechado. Geralmente entre três a sete dias o estoma fechará totalmente por segunda intenção. O paciente deve ser orientado a ocluir o estoma com gaze limpa e seca sempre que for tossir ou falar, isto, para evitar a separação das bordas periestomal.
Nos casos de permanência além do terceiro dia de curativo, é grande a probabilidade da necessidade de fechamento do estoma por meio cirúrgico, devido à epitelização das bordas do tecido mucoso com a formação de cicatriz hipertrófica. A classificação dos processos de cicatrização é dividida em três fases: inflamação, proliferação e um estágio de remodelação. A fase de proliferação é dividida em três subfases: reepitelização, a fibroplasia e a angiogênese. A angiogênese é a última fase da proliferação e essencial para o suprimento de oxigênio e nutrientes para a cicatrização, e nesta fase a abertura da ferida deve ser promovida.
Fonte: Proposta de um protocolo de desmame e decanulação em traqueostomia e oclusão do estoma traqueal - Tânia Mara Marchezin
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